A saúde mental tornou-se um dos principais desafios para a gestão de pessoas e para a sustentabilidade das organizações. Mais do que uma pauta de bem-estar, ela impacta diretamente a produtividade, a retenção de talentos, os custos operacionais e o desempenho das equipes.

Em 2025, o Brasil registrou o maior número de afastamentos por transtornos mentais e comportamentais da última década, consolidando um cenário sem precedentes para trabalhadores e empresas.

As transformações do mercado de trabalho — marcadas pela rápida evolução tecnológica, aumento da complexidade das atividades, necessidade constante de adaptação e ambientes cada vez mais dinâmicos — têm intensificado a exposição dos trabalhadores ao estresse crônico. Esse contexto contribui diretamente para o crescimento dos transtornos relacionados à saúde mental e reforça a necessidade de estratégias organizacionais voltadas à prevenção e ao cuidado.

O cenário em números

546.254 afastamentos em 2025

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária decorrentes de transtornos mentais e comportamentais (CID-10 – Capítulo V), o maior volume registrado nos últimos dez anos.

Crescimento de 15,66%

O número de afastamentos aumentou 15,66% em relação a 2024, superando o crescimento geral das concessões por incapacidade da Previdência Social.

Ansiedade e depressão lideram os afastamentos

A ansiedade foi responsável por 166.489 afastamentos, enquanto a depressão respondeu por 126.608. Somadas, essas condições já ultrapassam causas historicamente frequentes de afastamento, como as fraturas de tornozelo, evidenciando que a saúde mental se consolidou entre as principais causas de incapacidade para o trabalho.

Impacto por gênero

As mulheres concentraram 346.613 benefícios, representando 63,46% de todos os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais.

O impacto para as organizações

Os reflexos desse cenário são percebidos diariamente nas empresas, afetando indicadores estratégicos e resultados organizacionais:

Uma auditoria realizada pela HR Tech Axenya demonstrou que uma empresa de médio porte, com aproximadamente 300 colaboradores e apenas cinco afastamentos por transtornos mentais ao ano, pode acumular um custo superior a R$ 600 mil anuais. Esse valor considera não apenas os afastamentos, mas também perdas de produtividade, aumento da sinistralidade do plano de saúde, custos de substituição e outros encargos frequentemente invisíveis aos indicadores tradicionais de RH.

Uma oportunidade estratégica

Diante desse cenário, investir em saúde mental deixou de ser apenas uma ação de cuidado para tornar-se uma estratégia de gestão. Organizações que atuam de forma preventiva fortalecem suas equipes, reduzem riscos psicossociais, promovem ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis, reduzem custos relacionados ao adoecimento e geram resultados mais consistentes para pessoas e negócios.

Saúde Mental Corporativa Liderança Qualidade de Vida NR-1

SIG Corpore

Quer transformar esse diagnóstico em estratégia para a sua empresa?

Conhecer a Análise Diagnóstica Organizacional